sábado, 18 de junho de 2011

Estudantes da UEMA são Premiados na IV JOEX da UEMA, em São Luís

Nesta semana, entre os dias 14 e 16/06, em São Luís, ocorreu a IV JOEX - Jornada de Extensão da UEMA. A delegação do CESI/UEMA foi composta por 10 estudantes de vários cursos: Melisse, Eiderson Kbcinha e Paulo Roberto(Biologia); Silvani e Amaury (Química); Leonardo, Valber e Fernando Kaynan (Medicina Veterinária); Saulo (Letras Literatura) e; Daniela (Geografia). Os projetos apresentados foram nas áreas de Educação (Silvani, Daniela, Saulo e Amaury), Meio Ambiente (Melisse e Eiderson), Saúde (Paulo Roberto e Leonardo), Tecnologia (Valber e Fernando Kaynan), além da área de Produção, com projeto de Bergson Braga (MedVet) apresentado por Eiderson.

Foram premiados 5 (cinco) projetos e os demais bastante elogiados pelos avaliadores. Os projetos premiados foram:
Educação
1. Bolsista: Daniela Leite Cardoso
    Orientador: Ronaldo dos Santos Barbosa
    Projeto: "Alfabetização Cartográfica de professores de geografia do Ensino Fundamental."

2. Bolsista: Silvany Alves de Sousa
    Orientador: Jorge Diniz de Oliveira
    Projeto: "Ensino de Química aplicado a alunos Surdos do 9º ano da Escola Governador Archer: uma interação mediada a Linguagem de Sinais e outras formas de Comunicação Visual."

Meio Ambiente
3. Bolsista: Melise da Silva Lopes
    Orientador: Vera Lúcia
    Projeto: "Validação do Processo de Higienização e Capacitação dos Manipuladores para melhoramento da Qualidade de Horticulturas da Área do CDT"

Saúde:
4. Bolsista: Paulo Roberto Meneses Garcia
Orientador: José Roberto Pereira de Sousa
Projeto: "Moscas Urbanas da cidade de Imperatriz –MA: Orientação para Feirantes e Comunidade do Entorno das Feiras Livres sobre as formas de controle das principais espécies"

Tecnologia
5. Bolsista: Válber dos Santos Barros
Orientador: Abisai de Oliveira Sousa
Projeto: "Sincronização e Superovulação de Vacas Bovinas Leiteiras nos Municípios de Imperatriz e Porto-Franco – MA."

PARABÉNS A TODOS!!!! PARABÉNS TAMBÈM AOS DEMAIS PROJETOS, TODOS ÓTIMOS E DIGNOS DE RESPEITO E ADMIRAÇÃO!!! PARABÉNS À UEMA!!!!
Esperamos que continuemos assim, praticando o tripé básico da educação e sendo reconhecidos por isso levando o nome da nossa instituição com orgulho e disposição. Próximo ano estaremos no páreo novamente (se o seu Nava não  nos acidentar até lá - rsrs) e felizmente, com ótimos projetos e concorrendo novamente com outros ótimos projetos, a UEMA e a comunidade só tem a ganhar.


Eiderson Kbcinha

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Governo do Tocantins Exonera 5.405 Servidores Comissionados e com Funções de Confiança; DO Publicará Convocação da Saúde e Educação na Próxima Semana

O governo do Estado do Tocantins realizou ontem, quarta-feira, 08, 5.405 exonerações, sendo 5.152 servidores exclusivamente comissionados, mais 243 efetivos que ocupavam funções de confiança até 31 de dezembro de 2010. A medida é para finalizar o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional a Lei 1.950/2008, pela qual os comissionados eram nomeados.

Segundo o secretário de Administração, Lúcio Mascarenhas, na área da Educação, todos os aprovados no cadastro de reserva serão chamados. Na Saúde, os aprovados também serão aprovados, entretanto, o secretário não disse quanto serão chamados. As outras vagas serão substituídas por contratos temporários até a realização de concurso público.

Na próxima semana será publicada no Diário Oficial a convocação dos aprovados nos cadastros de reserva para tomarem posse a partir do dia 1º de julho. Da educação, serão chamados os 1.992 aprovados no cadastro de reserva. Os servidores exonerados são exclusivamente comissionados e deverão comparecer ao trabalho até o dia 30 de junho. Todos receberão integralmente os vencimentos, décimo terceiro salário e férias proporcionais.

Os agentes penitenciários comissionados que também serão exonerados serão substituídos por contratos temporários, que começam a ser feito até o dia 30 deste mês.

Exceções
As servidoras gestantes ou em licença maternidade serão mantidas até o final da licença, assim como os servidores afastados por motivos de doença. O secretário informou também que todos os exonerados terão direito ao Plansaúde pelo prazo de 30 dias após a exoneração.

Quadro Geral
Os servidores do Quadro Geral exonerados serão substituídos por contratos temporários até a realização do concurso público. Segundo Mascarenhas, até o fim deste mês será divulgado o número de vagas que deverão ser preenchidas no concurso do Quadro Geral.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

INTERNAUTAS CRIAM CAMPANHA MORRA LOGO SARNEY

O que atualmente circula nos e-mails pelo Estado do Maranhão é a mais nova campanha da rede: "CAMPANHA MORRA LOGO SARNEY". Foi feito um pequeno obtuário do Senador como explicação do porque da campanha. A origem do e-mail é desconhecida, mas este vem sendo amplamente repassado na internet.

Confira a íntegra da mensagem:

Temos que nos preparar, se não, não haverá homenagem...

Grande político, honesto e progressista, elevou o Maranhão ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
do nível do Japão;

Estimulou o desenvolvimento do Maranhão e criou riquezas para todos:

Humilde e simples, até simplório, Sarney homenageou os grandes maranhenses e reconheceu sua grandeza;

As crianças foram seu principal foco de governo. Todas mereceram a devida atenção.
 




       
O desprendimento deste homem foi uma das marcas de sua vida política. Jamais almejou o poder pelo poder. Apenas quis servir ao povo do Maranhão e do Brasil.

Com esse breve resumo, lançamos a campanha Morra logo Sarney.
A tua homenagem já está pronta e o teu lugar bem guardado.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

NOBEL DA PAZ É MANDANTE DO ASSASSINATO DE BIN LADEN


Laerte Braga


A ordem de matar Osama Bin Laden e não de capturá-lo vivo foi dada pelo terrorista Barack Obama, direto da Casa Branca. A operação foi realizada sem qualquer respeito ao governo títere do Paquistão, avisado quinze minutos antes e sem condições de reagir ou dizer não. É difícil acreditar que os EUA estejam montando uma farsa, mesmo que Benazir Bhutto tenha dito há alguns anos atrás, pouco antes de seu assassinato, que Bin Laden estava morto “e todos nós sabemos”.

O engenheiro saudita e líder da AL QAEDA não se refugiou nos arredores de Islamabad para transformar sua organização em força de propaganda e a divulgação do Islã, como dito por alguns. Obama tinha sérios problemas de saúde, necessidade de hemodiálises periódicas e preferiu deixar a região tribal do Paquistão onde era protegido e venerado pelos cidadãos para evitar os constantes bombardeios dos terroristas norte-americanos, responsáveis pelas mortes de milhares de civis inocentes, na boçalidade de norte-americanos.

A absoluta falta de respeito aos princípios do direito internacional pelos EUA é que mataram a Federação norte-americana e transformaram a nação num conglomerado terrorista controlado por grupos de judeus sionistas, banqueiros, grandes empresários do setor de armas e resultou em EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A  e um entorno, a população, ou desempregada, ou sem teto, ou doente. 

Dias antes, nos mesmos moldes os terroristas haviam bombardeado uma casa do líder líbio Muamar Gaddafi matando um dos seus filhos e três netos. É outra decisão do prêmio Nobel da paz o terrorista Barack Obama. A de matar Gaddafi e por extensão todos os principais líderes que se opõem ao conglomerado.

Essa prática foi desenvolvida pela MOSSAD, o próprio governo de Israel chama a ela de “assassinato seletivo”. Um líder do Hamas numa conferência de paz em Abu Dabi, meses atrás, foi assassinado nas mesmas condições, por agentes israelenses usando passaportes oficiais da Micro Bretanha, Alemanha e Itália, três das mais importantes colônias e bases militares do terrorismo norte-americano/israelense em todo o mundo.

As tais investigações sobre o uso dos passaportes que a primeira-ministra Ângela Merkel anunciou com falsa indignação já foram para as calendas. Merkel sabia de tudo, como o primeiro-ministro inglês e o louco que governa a Itália.

O fantástico poder militar dos EUA e sua associação com a perversidade milenar dos judeus sionistas impõem ao mundo um momento prolongado de medo, terror e desrespeito aos direitos, acordos e princípios internacionais.

No início do ocaso o império norte-americano rege como fera ferida. É só olhar as imagens ao redor da Casa Branca – sede do conglomerado terrorista –. Milhares de pessoas pulando e cantando na celebração da morte de Osama Bin Laden. E dizem que os muçulmanos são atrasados e primitivos.



“QUE DEUS NOS ABENÇOE E AOS ESTADOS UNIDOS”


E que Deus vai abençoar o mundo, proteger o mundo da barbárie norte-americana? O terrorista Barack Obama terminou com essa frase acima seu discurso já como candidato à reeleição – está capitalizando o feito do ponto de vista eleitoral – quando anunciou a morte de Osama Bin Laden.

Milhões de pessoas morreram desde a loucura de Bush na mentira das armas químicas e biológicas para justificar a invasão do Iraque, o saque daquele país e o controle do petróleo (o que querem fazer na Líbia agora). Palestinos têm suas terras tomadas, suas casas destruídas, as mulheres estupradas por soldados de Israel todos os dias e o que acontece?

Será a bênção divina sobre Washington e Tel Aviv?

É a hipocrisia cristã transformada em marketing desde o “beato” João Paulo II e confirmada no nazi/cristianismo de Bento XVI e adereços evangélicos fundamentalistas que vão se espalhando pelo mundo inteiro, numa forma de terror que transforma o ser humano em objeto, as multidões em manadas insensíveis, como na noite de domingo em frente à Casa Branca. O Cristo, no Islã, por exemplo, não tem nada a ver com esse tipo de procedimento e nem em sua origem, o cristianismo.


“NÃO É NADA PESSOAL, SÓ NEGÓCIOS”


Osama Bin Laden foi um dos principais aliados dos EUA na guerra contra os soviéticos quando a extinta URSS invadiu o Afeganistão. A família Bin Laden tem negócios na área de petróleo com a família Bush e outras “famílias” norte-americanas. No documentário do cineasta norte-americano Michael Moore sobre o onze de setembro está lá que um único avião levantou vôo em todo o território do país naquele dia. Um vôo autorizado diretamente pelo presidente de então, Bush para levar a Arábia Saudita os Bin Laden que estavam no Texas em reunião de “negócios” com líderes do setor petrolífero do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Barack Obama é responsável por uma operação criminosa que fere os direitos internacionais, a soberania do Paquistão (o governo é formado por generais bananas como os generais egípcios, ou os generais brasileiros do golpe de 1964 e generais espalhados pelo mundo inteiro a soldo do conglomerado).

Toda aquela cena cinematográfica do mocinho do filme discursando e anunciando o fim do “pesadelo”, lembra a televisão norte-americana mostrando Bush sendo maquiado antes de anunciar a invasão do Iraque. O terrorista sorria, mesmo sabendo que estava escorado numa mentira (armas químicas e biológicas) e que milhares de iraquianos inocentes iriam morrer.

Isso pouco importa aos líderes do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. São só “negócios, nada pessoal”.

Obama podia ter aproveitado melhor o momento se tivesse um “bom” diretor. Chegar montado num cavalo branco e ao sair, ao término de sua fala, gritar Yaooo Silver”.



O MUNDO DEBAIXO DO TACÃO NAZISTA


Hitler perdeu a guerra e daí? O nazismo continua vivo nas ações criminosas e genocidas dos norte-americanos e israelenses. As revoltas árabes que todos assistimos nos dias atuais resultam das políticas dos EUA de sustentar ditaduras como as de Mubarak, de Gaddafi, da família real saudita, do presidente do Iêmen, do rei da Jordânia, todos aliados dóceis e muito bem remunerado nos “negócios”.

O tacão nazista está mais vivo que nunca. A sede, a base principal deixou de ser a Alemanha (colônia dos EUA) e transferiu-se para Washington. Dos mais de 240 presos no campo de concentração de Guantánamo, onde a tortura foi autorizada por decreto – O ATO PATRIÓTICO – de George Bush, apenas oito, tecnicamente, podiam ser acusados de atos terroristas, mesmo assim questão discutível diante das agressões sofridas por seus povos.

Guantánamo é o símbolo do nazismo nos dias de hoje. O assassinato de Bin Laden pelo terror norte-americano/israelense imposto a todo o mundo é um ato criminoso puro e simples.

Não importa que em países como o Brasil a GLOBO e em outros países do mundo similares – mídia comprável, braço do terrorismo – traga duzentos, trezentos especialistas. Não dizem nada de concreto, limitam-se a analisar em cima dos fatos sem discutir a essência dos mesmos, a gênese dos mesmos. São escolhidos a dedo para corroborar o espetáculo da barbárie norte-americana/israelense.


E O BRASIL? COMO FICA?


Quando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva deu uma banana para o terrorista Barack Obama e recusou o convite para o almoço em homenagem ao criminoso, mais ou menos um mês atrás, Lula não estava só tendo o prazer de uma vingança pessoal (isso é coisa de americanos e israelenses). Estava mostrando ao País que, malgrado os erros de seu governo, tinha e tem postura de estadista.

Millôr Fernandes escreveu que “a corrupção começa no cafezinho”, que dirá num almoço?

Meses antes de deixar o governo o então presidente do Brasil diretamente e através do chanceler Celso Amorim – era uma época que tínhamos chanceler – desafiou o terrorista Obama na questão do Irã. Os EUA queriam impor pesadas sanções àquele país e exigiam o cumprimento de alguns itens para discutir um processo de paz. Amorim e o primeiro-ministro turco foram a Teerã, Lula já lá estivera, Ahmadinejad foi a Ancara e o acordo foi obtido.

Obama e Hilary Clinton enraivecidos – não querem a paz, exigências descabidas são pretexto para ações terroristas, criminosas – se enfureceram com o presidente brasileiro e declararam simplesmente não acreditar no Irã.

Israel controla hoje a indústria bélica brasileira, tem tratado de livre comércio com os países do MERCOSUL, mantém agentes na região de Foz do Iguaçu onde habitam refugiados palestinos, aviões sem pilotos dos EUA sobrevoam aquela região e a Amazônia – aviões espiões – e o conglomerado, comendo o mingau pelas beiradas (mingau que mistura Moreira Franco, Anthony Patriota, Marco Aurélio Garcia, etc), prepara-se para transformar o Brasil na Israel da América Latina em substituição à Colômbia.

Assassinato puro e simples foi o que aconteceu no domingo primeiro de maio de 2011 no Paquistão. Vingança, ódio, o triunfo aparente e momentâneo da democracia cristã e ocidental. Foi por isso que Obama pediu que o “deus” dele, o do terrorismo nazista abençoe os EUA e os norte-americanos.

Deve ter sido por isso que recebeu o Nobel da paz da academia sueca. A Suécia é colônia dos EUA, como de resto, a Comunidade Européia. A rota e falida comunidade européia.

quinta-feira, 24 de março de 2011

ENTIDADES ESTUDANTIS PAGAS ASSINAM MANIFESTO CONTRA OS PROFESSORES QUE LUTAM DIGNAMENTE

QUEM ESCREVEU E QUEM PAGOU ?

Que analistas políticos, historiadores, jornalistas e outros profissionais que necessitarem recorrer às fontes jornalísticas do Maranhão num futuro breve terão dificuldades para estudar a realidade do Maranhão de hoje não é novidade.

Os critérios de publicação de notícias atendem, em último lugar, ao interesse público, à noticiabilidade. Primeiro o interesse dos patrões (políticos, empresários etc.), depois o interesse dos bolsos dos proprietários dos meios de comunicação (quando estes não são patrões de si mesmos), por último, mas ainda assim antes do interesse público, a movimentação de peças carcomidas num velho tabuleiro de xadrez – sinônimo, aliás, de onde alguns deveriam passar uma temporada.

Um “Manifesto estudantil pela volta às aulas”, publicado na capa de diversos jornais ludovicenses hoje, é prova inconteste destes citados critérios – ou da falta de. Sobre a greve dos professores da rede pública estadual de ensino, dezenas de entidades do movimento estudantil maranhense “vêm a público externar indignação com a intransigência do Sinproesemma”, conforme texto da nota, que dado o alinhamento ideológico com os interesses do governo de Roseana Sarney bem poderia ter tido a Secretaria de Comunicação de ghost writer.

Um parêntese: até bem pouco tempo, “estudante” era sinônimo de “liso”, este o falar popular para “sem grana”. Cabe perguntar: de onde saiu o dinheiro para veicular anúncio em capas de jornal? Só eu vi em três, mas a nota deve ter sido publicada em mais. Fecha.

A nota – como “o melhor governo da vida de Roseana Sarney” – é uma soma de equívocos, entre aspas trechos da nota: “O Sindicato teve os meses de dezembro, janeiro e fevereiro para negociar com o governo”; alguém aí já viu greve em férias? Ou a greve impacta a prestação do(s) serviço(s) ou não tem sentido; “Mas, para tristeza dos estudantes, que após oito anos teriam o período letivo respeitado”; quem garante? De promessas e boas intenções o inferno e o governo Roseana Sarney estão cheios – ou alguém aí acredita que Ricardo Murad entregará mais de 70 hospitais dia 1º. de abril? Aliás, alguém aí lembra de quê 1º. de abril é dia?

Recordemos que a governadora não é marinheira de primeira viagem. Professores e professoras também não: em outros governos de Roseana Sarney, a classe amargou gestões inteiras sem um centavo de reajuste. “A imprensa noticiou que o governo se comprometeu com o aumento salarial de 10% a partir de outubro e a implantar, ainda este ano, o Estatuto do Educador”, diz outro trecho da nota. Os “compromissos” deste governo somam-se às citadas promessas e boas intenções.

Um movimento estudantil que bate continência a governo, seja municipal, estadual ou federal, nem merece ser assim chamado. Aquele deveria somar ao pleito do sindicato, reivindicações por melhorias na infraestrutura, na qualidade do ensino etc., para que se melhorem os índices do Maranhão no quesito educação – base para que melhorem outros índices.

Com a nota datada de ontem e publicada hoje nO Estado do Maranhão, O Imparcial e Jornal Pequeno, o movimento estudantil maranhense – exceções há, certamente – contribui para tentar jogar a opinião pública contra trabalhadores que reivindicam direitos legítimos. São peões no medíocre jogo político provinciano, na guerrilha midiática travada sobretudo pelo Sistema Mirante contra pais e mães de família que desejam ver amordaçados.

Lembrei de Caetano, noutra ocasião: “É esta a juventude que quer tomar o poder?” Este blogue apoia a greve, legítima.

terça-feira, 15 de março de 2011

PASSE LIVRE É UM DIREITO: Juventude Rebele-se

Reza a legislação brasileira que a educação é um direito fundamental, universal, inalienável e um instrumento que contribuirá para formação na luta pelos direitos da cidadania e pela emancipação social.Passe_Livre
Ora, se a nossa legislação vê a educação sob esta perspectiva, logicamente que diante do que está estabelecido, caberia aos Gestores Públicos assumirem compromisso público e se comprometerem com a formação integral do ser humano, lhes propiciando, principalmente à juventude, as condições mínimas necessárias, para que possa alcançar em todas as dimensões sua relação com a sociedade.
Todavia, no Brasil a prática tem demonstrado que apesar dos discursos e milhares de promessas, este tem sido um direito que infelizmente não é para todos, e sim para uma minoria que, desde o seu descobrimento se acastelaram no Poder: as elites.
Mas uma coisa deve-se reconhecer: a população brasileira, principalmente a classe interessada, não tem exercitado e defendido este direito, que se bem exercitado traria melhores perspectivas para juventude.
 
Diz o Plano Nacional de Educação que o acesso a escola é imprescindível, já que o ser humano é visto como ser ativo, crítico e organizador de sua própria cultura, formulador da história e construtor da sociedade em que vive.
Sendo assim, para que o ser humano seja preparado, todos sabem que é na escola onde se obtém uma formação ampla e é nela onde serão dados os primeiros passos para o desenvolvimento de valores e atributos inerentes à cidadania.
Porém, historicamente, a população de origem humilde de nosso País, jamais teve acesso ao Poder, muito menos a oportunidade de passar pela sua porta, pelo contrário, sempre estiveram à margem Dele ou sempre que tentaram foram expulsos.
Em conseqüência desta marginalização as suas demandas e aspirações são sempre engavetadas, principalmente naquelas relacionadas com a melhoria das condições de vida, como a educação, por exemplo, cujas aspirações não encontram ressonância junto a elite política de nosso País, uma vez que já se tornou senso comum junto à estes, tratar a educação como um instrumento é eminentemente elitista e elitizante, não sendo dado o direito ao pobre ao seu acesso.
Portanto para que o jovem possa desenvolver-se em sua plenitude torna-se necessário associar, não apenas qualidade do ensino público ofertado, mas atrelar a políticas públicas efetivas, que lhes ofereça condições e assistência em termos de moradia, transporte, alimentação, saúde, esporte, cultura e lazer, entre outras necessárias e imprescindível para o seu desempenho quanto estudante.
Um dos fatores que mais tem dificultado a permanência do estudante pobre na Escola, está o custo do transporte público ofertados pelos municípios brasileiros.
É bom que se esclareça que o transporte não é só para ir a escola, ele também é utilizado nos deslocamentos para outras atividades extra sala de aula, e que não são poucas.
Estamos chegando ao meio do semestre e a classe estudantil já aguarda a qualquer momento a onda de aumento do transporte coletivo, cujos índices, com certeza, serão superiores ao do reajuste do Salário Mínimo, fórmula encontrada com a conveniência do Poder Público Municipal, de transferir para as empresas que exploram esses serviços os parcos aumentos obtidos pelo usuário do salário mínimo. Já observaram isto? Portanto aquela que seria a reposição salarial após um ano de trabalho vai para o bolso dos gananciosos empresários do setor de transporte coletivo, sem qualquer justificativa ou melhoria do sistema. Muito pelo contrário, a cada ano piora.
A Constituição no seu art. 30 delega aos Municípios a responsabilidade de organizar e prestar serviços públicos de interesse local, e entre estes serviços está o transporte coletivo, reforçado pelo seu caráter de essencialidade.
Porém, é importante que todos saibam que esta mesma Constituição garante o direito de ir e vir e, logicamente, a mobilidade é um direito de todos e o transporte público deveria ser o principal instrumento para que a população tenha este direito assegurado.
No entanto, com os valores estabelecidos pelos empresários do setor, contando com o aval do Poder Público Municipal, este tem sido um direito que a cada dia está sendo usurpado da população pobre.
Seria importante que os nossos Gestores Públicos, entendessem a importância do transporte público para a sociedade e que na sua formatação tivesse como principal objetivo a finalidade social, desmitificando a prática e a convicção enraizada na Administração Pública, que transporte coletivo deve servir unicamente como fonte de lucro para os empresários, sem que estes mesmos Gestores não vejam a sua essencialidade para a comunidade e o tenham unicamente como um serviço público para acumulação privada.
Seria essencial que todos entendessem a importância do serviço de transporte público para a classe estudantil, principalmente para os milhões de estudantes brasileiros pobres, por ser uma categoria dependente financeiramente, em sua grande maioria dos pais, os quais, entre eles estão aqueles que tem como única fonte de renda a bolsa escola. Outros, mais aquinhoados enfrentam desafios diários diversos, tanto na busca de uma ocupação para ajudar nas despesas familiares, como para deslocamentos em busca de melhoria na sua formação educacional. E a sua única opção é o transporte público.
Entendemos como perverso, o atual modelo de concessão de serviço do transporte público, passando a sua exploração unicamente à empresas privadas, que só vê e quer lucros, e de cujo modelo implantado, o sistema privado apenas ver o usuário como um consumidor e não como um sujeito que tem direitos e bem estar social.
Este tem sido uma das maiores áreas de atrito entre a classe estudantil e o Poder Público.
A luta pela gratuidade ao transporte coletivo para a classe estudantil, é mais que um direito, é um dever de cidadania e a busca da isonomia de igualdade de tratamento.
Sabe-se, que o Governo Federal, através de um programa bem sucedido, instituiu o transporte escolar gratuito para os estudantes da zona rural, utilizando o argumento da necessidade de reduzir a evasão escolar e incentivar a escolarização na área rural, e, ao mesmo tempo propiciar condições de acessibilidade ao ensino em todos seus níveis.
Ora, o Governo Federal agindo assim, nada mais fez do que sua obrigação. Mas uma pergunta fica no ar: o estudante da cidade é diferente? de outro nível? Qual? Não tem as mesmas dificuldades e impossibilidades? Porque não estender a eles os mesmos direitos?
Assim, a busca da garantia do transporte público como direito para o estudante brasileiro precisa ser retomada e os governos Federal, Estaduais e Municipais devem solidariamente e responsavelmente buscarem construir um modelo, mesmo que alternativo, que permita deslocamento digno e seguro para a classe estudantil.
A luta pela gratuidade ao transporte coletivo pela classe estudantil é um direito e deve ser encampada pela juventude em todas as cidades do país. É uma luta justa. Mas para isto torna-se necessário que estejam unidos, tanto nos grêmios como nos diretórios estudantis, constituindo lideranças fortes e que não se corrompam por empregos ou se vendam, como comumente se assiste nos dias atuais, principalmente com as lideranças sindicais.
Portanto, a mobilização pelo direito ao transporte tem que está na agenda do movimento estudantil, fazendo valer e exercitando os seus direitos. Assim, mobilizações diárias em defesa do Passe Livre têm que ser uma luta do cotidiano da classe e só deve ser cessada quando o movimento estudantil conseguir a vitória final.

Fonte: Palavra de Sá em Biomafel

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Os Números da Globo: Lenta Decadência

por Rodrigo Vianna

Altamiro Borges, aqui, e Paulo Henrique Amorim, aqui, destacam fatos que demonstram a decadência da TV Globo.

O texto de Miro mostra que o Faustão – em crise de audiência (e de faturamento?) – demitiu a banda de músicos. E que o “Fantástico” enfrenta a pior crise de sua longa história. O Paulo Henrique relata como a audiência do “JN” encolheu em dez anos: o jornal apresentado por Bonner perdeu um de cada quatro telespectadores de 2000 para 2010 – são números oficiais do IBOPE.

São fatos. Não é bom brigar com eles. Mas é bom analisar esse proceso com cautela.

Quando entrei na TV Globo, em 95, o “JN” dava quase 50 pontos de audiência. Era massacrante.  O “Globo Repórter” dava perto de 40 pontos.

Em 2005/2006, quando eu estava prestes a sair da emissora, o “JN” já tinha caído pra casa dos 36 ou 37 pontos (havia dias em que o jornal local conseguia mais audiência do que o principal jornal da casa) e o “Globo Repórter”  se segurava em torno de 30 ou 32 pontos (programa que desse menos de 30 abria crise, era preciso sustentar a marca dos 30).

Esse tempo ficou pra trás. O “JN” já caiu pra menos de 30 pontos. E o Globo Repórter hoje patina em 24 ou 25 – dizem-me.

O “Jornal da Record” dobrou de audiência. Em São Paulo chega a 10 pontos, em outros Estados passa dos 12 ou 13. Nas manhãs, a Globo e a Record (com o SBT um pouco atrás) brigam pau a pau. E a Record vence em muitos horários matutinos, há meses. Aos domingos, a Globo também sofre. A grande jóia da coroa da emissora carioca é o horário nobre durante a semana: novelas+ JN. Nesse caso, os números revelam que o domínio da Globo se reduz, ainda que de forma lenta.
Muita gente espera o dia em que a Globo vai passar por uma hecatombe e deixará de ser a Globo. Acredito que isso não vai acontecer: a queda será lenta, negociada, chorada…  

A Globo poderia ter quebrado ali pelo ano 2000. No primeiro governo FHC, Marluce (então diretora geral) tivera duas idéias “brilhantes”: tomar dinheiro emprestado, em dólar, para capitalizar a empresa de TV a cabo do grupo; e centralizar as operações numa “holding”. Ela acreditou nas previsões do Gustavo Franco e da Miriam Leitão, de que o Real valeria um dólar para todo o sempre! Passada a reeleição de FHC, em 98, o Brasil quebrou, veio a crise cambial e a Globo ficou pendurada numa dívida em dólar que (de uma semana pra outra) triplicou.
A dívida era da TV a cabo mas, como Marluce e os geniais irmãos Marinho tinham centralizado as operações na holding, contaminou todo o grupo. A Globo entrou em “default”. Quebrou tecnicamente. Poderia ter virado uma Varig. Mas conseguiu (sabe-se lá com quais acordos e pressões políticas) equalizar a dívida.

Quando saiu da crise, em meados do primeiro mandato de Lula, a Globo (o jornalismo) estava já sob os auspícios de Ali Kamel – o Ratzinger. Ele conduziu a empresa para a direita: contra as cotas nas universidades, contras as políticas de combate ao racismo (“Não somos racistas”, diz), contra o Bolsa-Família. O grande público não percebe isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada) sente que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos 8 anos. Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público. Ouve-se por aí: a Globo não fica do lado do povão.

Não é à toa que um fenômeno novo surge nas grandes cidades, como São Paulo. Nas padarias, restaurantes populares, pontos de táxi, era comum ver televisores ligados sempre na Globo. Isso há 7 ou 8 anos. Acabou. De manhã, especialmente, a programação da Record e do SBT (e às vezes também dos canais a cabo) entra nas padarias, ocupa os lugares públicos.

Essa é uma mudança simbólica.

Mas é bom não brigar com outro fato: boa parte do público segue a ter admiração e carinho pela progamação da Globo. E há motivos pra isso, entre eles a qualidade técnica. A iluminação, a textura da imagem, o cuidado com o bom acabamento. Tudo isso a Globo conseguiu manter – apesar de muitos tropeços aqui e ali.

Fora isso, apesar de toda crítica que façamos (e eu aqui faço muito) ao jornalismo global, é bom não esquecer que na TV da família Marinho há sim ótimos profissionais, gente séria que tenta (e muitas vezes consegue) fazer bom jornalismo.  

Esse capital – qualidade técnica – a turma do Jardim Botânico tem conseguido manter. O que não ajuda: a política editorial, adotada por exemplo durante a posse de Dilma. Ironias desmedidas, falta de compreensão do momento histórico e uma arrogância de quem se acha no direito de “ensinar” como Dilma deve governar. A seguir nessa toada, a decadência será mais rápida…
 E o que mais pode entornar o caldo por lá? Grana.

A Globo tem custos altíssimos de produção. Quem conhece de perto o Projac diz que aquilo é uma fábrica de boas novelas e minisséries, mas também uma fábrica de desperdício. Empresa familiar, que cresceu demais. Cada naco dominado por um diretor, como se fosse um feudo. Até hoje a Globo conseguiu manter essa estrutura porque ficava com uma porção gigante das verbas públicas de publicidade (isso mudou com Lula/Franklin) e com uma porção enorme da publicidade privada: o BV – bônus em que a agência é “premiada” pela Globo se concentrar seus anúncios na emissora – explica em parte essa “mágica”; outra explicação é que a Globo detem (detinha!?) de fato fatia avassaladora da audiência.

Com menos audiência, as agências (ou as empresas anunciantes, através das agências) podem pressionar para que o valor dos anúncios caia. Se isso acontecer, a Globo vai virar um elefante branco. Impossível manter aquela estrutura verticalizada se a grana encurtar.

Qual o limite que a Globo suporta? Difícil saber. Mas dispensa da banda do Faustão é um indicador de que a água pode estar subindo rápido.

Outro problema sério: o risco de perder a transmissão do futebol, ou de ter que pagar caro demais para mantê-lo.

Tudo isso está no horizonte. E mais: a entrada das teles no jogo. O Grupo Telefônica, por exemplo, fatura dez vezes mais que a Globo. Como concorrer? Só com regulação do mercado, assegurando nacos para os proprietários nacionais.

Ou seja: a Globo – que é contra a regulamentação (“censura”, eles bradam) por princípio – vai ter que pedir água, vai ter que negociar alguma regulação pra conter os estrangeiros. E aí pode entrar também a regulação que interessa à sociedade: critérios para concessões, e também para evitar o lixo eletrônico e os abusos generalizados na TV. Regulação, como em qualquer país civilizado. Até aqui a Globo tentou barrar esse debate. Mas vai ter que aceitá-lo agora, porque ficou mais frágil.

De minha parte, não torço pra que aconteça nenhuma “hecatombe”, nem que a Globo quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se divida.

Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o Brasil.


Fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/os-numeros-da-globo-lenta-decadencia.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

As Fontes, as Nascentes e as Cacimbas no Baixo Parnaíba Maranhense

Artigo de Mayron Régis

A busca pela eterna juventude parece um assunto morto e enterrado para a sociedade moderna e prova-se esse destempero com as inúmeras fontes, nascentes ou cacimbas que secaram, aterrou-se ou cercou-se por obra e graça das monoculturas de soja, eucalipto ou cana-de-açúcar e dos criadores de gado.
Afinal por que acreditar em fontes miraculosas que ao menor gole e fontes de sorte que ao menor pedido satisfazem seus anseios se o mundo receita, imediatamente, para saciar a sede que o individuo compre uma garrafa de água mineral ou uma garrafa de refrigerante e que, para recair a riqueza sobre si, compre cartões de jogos?

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Brasil Registra Aumento de Transgênicos e Agrotóxicos nas Lavouras

De acordo com levantamento da consultoria Céleres, três variedades de sementes geneticamente modificadas – conhecidas como transgênicas – ocuparam mais de 25 milhões de hectares na safra brasileira 2010 /2011. Este número representa 67% da área plantada com soja, milho e algodão – únicas commodities do Brasil em que a modificação pode ser utilizada. No total, foram plantados mais de 37 milhões de hectares das três variedades.
A soja conta com a maior área plantada. Dos quase 24 milhões de hectares, 75% são transgênicos. O milho fica em segundo lugar. Dos 5,30 milhões de hectares, pouco mais de 4 milhões são de produção transgênica. Já o algodão ocupou 25,7% da área destinada a cultura...
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